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O que faz o infectologista?

O que faz o infectologista?

  • 20 de abril de 2022
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A Infectologia é a especialidade médica que aborda as doenças infecciosas e parasitárias. O médico infectologista é o responsável por diagnosticar essas doenças que podem ser causadas por vírus, bactérias, fungos e outros microrganismos.

Este especialista faz o diagnóstico e trabalha com a prevenção das doenças infecciosas, com o objetivo de tratar os pacientes com essas infecções perigosas. A função principal de um médico infectologista é investigar, apresentar propostas de tratamentos adequados e fazer a prevenção de doenças infecciosas.

Quando procurar um infectologista?

O médico infectologista deve ser procurado quando há um quadro de infecção de difícil tratamento ou diagnóstico. Buscar a orientação desse profissional qualificado pode fazer a diferença, pois infecções que não são tratadas ou que são tratadas de forma inadequada podem gerar complicações sérias.

A maioria dos pacientes que frequentam os consultórios de infectologia, são as pessoas que descobriram serem portadoras de doenças sexualmente transmissíveis e do vírus da AIDS(HIV). Nesse caso, o infectologista é imprescindível para a avaliação do paciente, prescrição de medicamentos e acompanhamento do estado de saúde do paciente em questão. Outras situações em que o infectologista é muito importante são no caso de pessoas que apresentam sintomas após viajar para lugares onde há epidemias.

Separamos algumas das principais doenças tratadas pelo infectologista:

Varíola: A Varíola é uma doença altamente contagiosa e provoca morte de 30%. A Organização Mundial da Saúde (OMS) considera a varíola uma das doenças mais devastadoras de toda a história e o diagnóstico rápido dessa condição aumenta as chances de sobrevivência do paciente.

Difteria: A difteria é uma doença transmissível causada por uma bactéria que atinge amígdalas, faringe, laringe, nariz e (ocasionalmente) outras partes do corpo. A difteria compromete o estado geral do paciente, que geralmente apresenta febre, palidez e cansaço. Em casos mais graves pode haver edema intenso no pescoço, e até asfixia mecânica aguda pela obstrução causada pela placa.

Sarampo: O sarampo é uma doença altamente contagiosa. Febre, corrimento nasal, tosse persistente, conjuntivite e pequenas manchas avermelhadas são alguns dos sintomas do sarampo.

Poliomielite: Poliomielite é uma doença infecto-contagiosa aguda que afeta crianças e adultos por meio do contato direto com fezes ou com secreções eliminadas pela boca das pessoas infectadas e pode provocar ou não paralisia.

Tétano neonatal: O tétano neonatal também é conhecido como “mal de sete dias”. Essa não é uma doença contagiosa, ela pode acometer o recém nascido nos primeiros 28 dias de vida, tendo como manifestação clínica inicial a dificuldade de sucção, irritabilidade e choro constante.

Tétano Acidental: O tétano acidental é uma infecção causada por uma bactéria encontrada na natureza e não é contagiosa. Caso a doença não seja tratada corretamente, pode levar ao óbito.

Hidrofobia: A hidrofobia também é conhecida como “raiva humana” e é uma doença viral aguda, progressiva e mortal. Os sintomas da hidrofobia (raiva humana) só começam a aparecer quando o vírus chega ao cérebro, alguns deles são: gripe, mal-estar geral, sensação de fraqueza, dor de cabeça, febre baixa e irritabilidade.

Coqueluche: A coqueluche é uma infecção respiratória, transmissível que compromete o aparelho respiratório. Os bebês menores de seis meses são os mais inclinados a apresentar formas graves da doença, que podem causar desidratação, convulsões, pneumonia, lesão cerebral e até mesmo levar à morte.

Febre Tifóide: A Febre Tifóide é uma doença bacteriana aguda que é transmitida por meio da ingestão de água ou de alimentos que estejam contaminados com a bactéria Salmonella enterica typhi. Caso a bactéria não seja combatida imediatamente, a pessoa pode acabar desenvolvendo complicações sérias em órgãos como o fígado, a vesícula, o baço, chegando até mesmo a medula óssea, podendo acarretar o óbito.

Oncocercose: A oncocercose é uma doença parasitária crônica também conhecida como “cegueira dos rios” ou “mal do garimpeiro”. A transmissão se dá pela picada do inseto Simulium (borrachudo ou pium). Os sintomas são nódulos subcutâneos, dermatite, prurido, adenopatia, atrofia, formação de cicatrizes na pele, e até lesões nos olhos que podem levar à cegueira.

O que acontece na consulta com um infectologista?

Geralmente o médico irá fazer um repasse do histórico clínico do paciente. O especialista também analisa radiografias e exames laboratoriais. Em determinados casos, o infectologista poderá fazer um exame físico para auxiliar na definição da causa da infecção.
O médico infectologista certamente vai recomendar alguns exames para melhorar e qualificar o diagnóstico do seu problema. Dessa forma o paciente pode iniciar o tratamento o mais rápido possível.
O paciente deverá levar uma lista de todos os medicamentos que utiliza, também alguns exames que sejam relacionados com a sua doença.

Alimentação e atividades físicas são recomendadas pelo infectologista?

Ter uma boa alimentação e praticar exercícios físicos podem ajudar e muito no processo de recuperação de uma enfermidade como é o exemplo da covid-19, mas é de fundamental importância, procurar orientação médica para isso. O médico deve verificar se há comprometimento pulmonar no paciente em questão, pois o exercício físico poderá ser um fator de estresse para o organismo.

Sabemos que a falta de nutrientes importantes para o bom funcionamento do corpo, como proteínas e também as vitaminas, podem dificultar a prática de exercícios físicos, por isso muitas vezes, são necessárias a reposição nutricional e fisioterapia respiratória e motora no caso de alguns pacientes.
Mitos e verdades sobre a infectologia: Para esclarecer dúvidas sobre uma das doenças e vírus mais comuns no meio da infectologia (HIV e Aids) e desmistificar algumas ideias, separamos para você 02 das principais dúvidas que se esclarecem nas linhas abaixo.

A AIDS pode ser uma doença silenciosa?

Verdade. Existem pessoas que vivem anos com o HIV sem ter sintomas ou sem desenvolver a AIDS, porém, sem o diagnóstico precoce, seguido pelo início do tratamento, essas pessoas podem acabar transmitindo o vírus.
Os antirretrovirais são de difícil acesso no país? Falso. No Brasil, o tratamento contra o HIV está disponível no Sistema Único de Saúde, bem como os testes de detecção do vírus. A AIDS ainda mata como antigamente? Falso. A AIDS não é mais uma sentença de morte, os antirretrovirais mais modernos trouxeram qualidade de vida e longevidade às pessoas que vivem com o vírus HIV.

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