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Micose de Pele: Sintomas, Tipos, Causas e Tratamento

Micose de Pele: Sintomas, Tipos, Causas e Tratamento

  • 14 de julho de 2026
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A micose de pele é uma infecção causada pelo crescimento excessivo de fungos que vivem naturalmente na pele, unhas ou couro cabeludo. Segundo dados da Fiocruz, quase 1 bilhão de pessoas no mundo convivem com algum tipo de micose superficial — é uma das condições dermatológicas mais comuns do planeta.

Se você está com coceira, manchas ou descamação na pele e desconfia de micose, este guia cobre tudo que você precisa saber: sintomas, causas, tipos, diagnóstico e tratamento.

O que é a micose de pele?

Micose é o nome dado à infecção provocada por fungos (dermatófitos, leveduras ou bolores) que se multiplicam de forma exagerada na pele. Alguns desses fungos, como a Candida albicans, já vivem normalmente no nosso corpo sem causar problema — o desequilíbrio é que gera a infecção.

Quais são os sintomas?

  • Coceira, geralmente intensa
  • Manchas avermelhadas com bordas bem definidas, que podem crescer
  • Descamação da pele
  • Vermelhidão e lesões em forma de anel
  • Fissuras e rachaduras, comuns entre os dedos dos pés
  • Unhas amareladas, grossas ou quebradiças (quando afeta a unha)
  • Manchas brancas que não bronzeiam ao sol (na pitiríase versicolor)

Quais são os principais tipos de micose?

  • Tinea corporis: no corpo, lesões em forma de anel
  • Tinea cruris (frieira de virilha): na virilha, comum em quem transpira muito
  • Tinea pedis (pé de atleta): entre os dedos dos pés
  • Tinea capitis: no couro cabeludo, pode causar falha de cabelo
  • Onicomicose: nas unhas, deixando-as grossas e amareladas
  • Pitiríase versicolor (pano branco): manchas claras que não bronzeiam
  • Candidíase cutânea: em dobras de pele e mucosas

O que causa a micose?

Os fungos causadores (gêneros Trichophyton, Microsporum, Epidermophyton, além de Candida e Malassezia) se aproveitam de condições favoráveis para se multiplicar:

  • Calor e umidade — por isso é mais comum no verão e em regiões tropicais
  • Baixa imunidade
  • Diabetes não controlada
  • Uso prolongado de antibióticos (que reduz as bactérias que naturalmente controlam os fungos)
  • Gravidez
  • Contato direto com lesões de outra pessoa infectada, ou com objetos contaminados (toalhas, calçados)

Quem tem mais risco de desenvolver micose?

Pessoas que praticam esportes e transpiram muito, quem frequenta vestiários e piscinas públicas, pessoas com diabetes, gestantes, pessoas com imunidade baixa e quem usa calçados fechados por longos períodos têm risco maior.

Como prevenir a micose?

  • Seque bem o corpo após o banho, principalmente as dobras (dedos dos pés, virilha, axilas)
  • Evite compartilhar toalhas, calçados e roupas íntimas
  • Use calçados ventilados e troque as meias diariamente
  • Evite ficar com roupas molhadas ou de banho por muito tempo
  • Mantenha diabetes e outras condições de base bem controladas

Como é feito o diagnóstico?

O dermatologista costuma diagnosticar pela aparência da lesão, mas pode confirmar com exames como exame micológico direto, cultura para identificar o fungo específico, ou uso da luz de Wood.

Qual é o tratamento?

O tratamento é sempre orientado por um médico e varia conforme o tipo e a extensão da micose:

  • Casos simples: antifúngicos tópicos (cremes/pomadas como cetoconazol, miconazol ou terbinafina)
  • Couro cabeludo: shampoos e loções fungicidas
  • Casos extensos, recorrentes ou que não respondem ao tópico: antifúngicos orais

A duração varia bastante: 2 a 4 semanas para micose de pele, 6 a 12 semanas no couro cabeludo, e de 3 a 12 meses para onicomicose (até a unha ser totalmente substituída). É essencial completar o tratamento até o fim, mesmo que os sintomas sumam antes — parar cedo é a principal causa de a micose voltar.

Quando procurar um médico?

Vale agendar uma consulta se a mancha ou coceira persistir por mais de duas semanas, se espalhar, se vier acompanhada de dor ou secreção, ou se você tiver diabetes ou baixa imunidade — nesses casos, o acompanhamento precisa ser mais próximo.

Mitos e verdades sobre micose

“Micose só pega quem tem pouca higiene” — Mito. Qualquer pessoa pode desenvolver micose, independente da higiene; calor, umidade e imunidade importam muito mais.

“Se parar de coçar, a micose já melhora sozinha” — Mito. A micose precisa de tratamento antifúngico; sem ele, tende a persistir ou piorar.

“Micose é contagiosa” — Verdade. Pode ser transmitida por contato direto ou por objetos compartilhados, como toalhas e calçados.

Perguntas frequentes

Micose tem cura?

Sim, na grande maioria dos casos, com o tratamento antifúngico correto e completo.

Posso tratar micose sem ir ao médico?

Não é recomendado. Produtos de farmácia sem orientação podem mascarar o problema ou não ser o antifúngico certo pro seu tipo de fungo, atrasando a cura de verdade.

Micose pode voltar depois de tratada?

Sim, principalmente se o tratamento for interrompido antes do tempo recomendado pelo médico, ou se as causas (umidade, calçado fechado) não forem corrigidas.

Se você está com sintomas de micose, agende uma consulta com um dermatologista na Unicallmed e receba o diagnóstico e tratamento certos.

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